Reforma aos 60 anos para professores e educadores – dignidade, respeito e justiça
Para: Assembleia da República, Ministério da educação,
Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República,
Os cidadãos abaixo-assinados vêm exigir a criação urgente de um regime específico que permita a aposentação aos 60 anos para professores e educadores de infância, sem penalizações.
Ensinar não é apenas uma profissão — é uma missão profundamente exigente, exercida diariamente sob pressão constante, desgaste emocional intenso e responsabilidade permanente.
Ao longo de décadas, os professores:
Trabalham muito para além do horário;
Lidam com níveis elevados de stress e exaustão;
Enfrentam turmas cada vez mais exigentes e heterogéneas;
São sobrecarregados com burocracia excessiva;
Sacrificam frequentemente a sua saúde física e mental.
É inaceitável exigir que estes profissionais permaneçam em funções até aos 66 ou 67 anos, quando o próprio sistema já evidencia sinais claros de desgaste generalizado.
Uma profissão que forma todas as outras merece respeito — não desgaste até ao limite.
Defendemos que:
Seja reconhecida a docência como profissão de desgaste rápido;
Seja criada a possibilidade de reforma aos 60 anos, sem penalizações;
Sejam considerados os longos anos de serviço já prestados (muitos com mais de 35 ou 40 anos de carreira);
Seja garantida a dignidade e qualidade de vida dos profissionais da educação.
A permanência forçada até idades avançadas prejudica não só os docentes, mas também os alunos e a qualidade do ensino.
Não se pode exigir energia, inovação e equilíbrio emocional a quem está completamente esgotado.
Está em causa a dignidade de uma classe essencial à sociedade.
Chega de adiar soluções.Chega de ignorar o desgaste.Está na hora de agir.
Pela dignidade dos professores.Pelo futuro da educação.
Porto, 17-04-2026
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